Transformar uma companhia aérea em uma operação progressivamente mais digital.
Na aviação, qualquer transformação precisa respeitar uma verdade básica: a operação não pode parar. Sistemas comerciais, aeroportuários, financeiros, operacionais e de atendimento convivem com picos, integrações globais, exigências regulatórias e uma experiência do cliente extremamente sensível.
A agenda conduzida na GOL combinou modernização tecnológica, simplificação, digitalização de jornadas, mobilidade, integração após a aquisição da Webjet e evolução da disciplina operacional. Entre as iniciativas, destacaram-se novos canais digitais, check-in por WhatsApp, soluções móveis para colaboradores, self-service em aeroportos, reconhecimento facial, CRM, evolução do comércio eletrônico e o GOLlabs.
O laboratório de inovação foi estruturado com uma premissa clara: inovação precisa produzir aprendizado e resultado. A aproximação com startups e o estímulo a ideias internas ajudaram a transformar inovação em prática recorrente, e não em atividade periférica.
Organizar uma agenda digital à altura da complexidade de uma empresa estratégica para o país.
Transformação digital em energia exige visão sistêmica. Dados sísmicos, engenharia, operação, cadeia de suprimentos, segurança, finanças e sustentabilidade formam um ecossistema no qual tecnologia se conecta diretamente à capacidade produtiva e à tomada de decisão.
Na Petrobras, a agenda envolveu computação de alto desempenho, inteligência artificial, evolução da jornada de dados, automação de processos, novos mecanismos de governança e instrumentos executivos para ampliar visibilidade e qualidade de decisão. A escala demandava combinar inovação com controles robustos, sem permitir que governança se transformasse em lentidão.
O desafio central foi fazer com que iniciativas digitais deixassem de parecer projetos isolados e passassem a compor uma arquitetura coerente de capacidades empresariais.
Modernizar tecnologia enquanto a empresa recupera confiança, eficiência e capacidade de crescimento.
O turismo combina plataformas digitais, lojas físicas, agentes, consolidação aérea, fornecedores globais, meios de pagamento, atendimento e inúmeras marcas. Essa diversidade torna a tecnologia um tecido que conecta toda a companhia.
Na CVC Corp, a transformação foi conduzida em um contexto de recuperação empresarial. O trabalho envolveu reforço da governança, segurança cibernética, modernização de plataformas, racionalização de custos, dados, inteligência artificial, engenharia, omnicanalidade e evolução da experiência de agentes e clientes.
O foco não estava em “fazer mais projetos”, mas em reconstruir capacidade: tornar a tecnologia mais previsível, mais próxima do negócio e mais apta a sustentar crescimento com disciplina.
Tratar tecnologia como parte da qualidade assistencial e da confiança do paciente.
Em saúde, sistemas indisponíveis, dados inconsistentes e integrações frágeis não são apenas problemas técnicos. Podem afetar o atendimento, a experiência do paciente e a capacidade clínica.
A atuação na Dasa e, posteriormente, em iniciativas consultivas para o Hospital Sírio-Libanês reforçou a importância de combinar arquitetura, dados, segurança, processos e sensibilidade para a realidade assistencial. A tecnologia precisa ser invisível quando tudo funciona — e preparada para responder com precisão quando algo foge do esperado.
Conectar tecnologia a uma operação física, distribuída e intensiva em ativos.
Logística exige que o digital converse com a estrada, o pátio, o motorista, o cliente, a oficina, a torre de controle e o planejamento financeiro. É nesse encontro entre sistemas e mundo físico que o valor acontece.
Na JSL e em trabalhos para Movida e Grupo Comporte, a visão tecnológica esteve ligada à integração de operações, governança, arquitetura, dados, experiência e eficiência. A prioridade foi construir capacidades que acompanhassem o ritmo do negócio sem ampliar desnecessariamente a complexidade.
Usar tecnologia para ampliar capacidade de decisão em escala nacional.
No setor público, transformação precisa lidar com amplitude territorial, diversidade de usuários, restrições regulatórias, legados e impacto social. A atuação consultiva junto ao Ministério da Saúde, incluindo contextos ligados a DEMAS e DATASUS, trouxe a perspectiva de que dados e tecnologia podem fortalecer a capacidade de planejar, coordenar e responder.
Esse tipo de trabalho exige rigor técnico, compreensão institucional e consciência de que decisões digitais afetam milhões de pessoas.